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Diante da insegurança empresários de Guaçuí, Alegre, Irupi e Iúna fecham lojas

Com a ausência de policiais nas ruas, nesta segunda-feira (06), o medo levou ao fechamento do comercio em vários municípios capixabas.

Em 07/02/2017 às 09h35


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A sensação de insegurança provocada pela ausência de policiais nas ruas levaram os empresários das cidades de Guaçuí, Alegre, Irupi e grande parte de Iúna a fecharem as lojas na tarde desta segunda-feira (06).

A circulação de boatos nas redes sociais sobre furtos e roubos, além daqueles que realmente estão acontecendo, tem deixado à população ainda mais alarmada e sem saber o que fazer.

Sabendo da não presença da polícia muitos aproveitam para pilotar e andar nas garupas das motos sem usar capacete, além de não respeitarem a velocidade permitida.

A chegada de militares da Força Nacional ao Estado, o que poderá acontecer ainda nesta segunda-feira (06), pode trazer mais tranquilidade, mas o que todos aguardam é um entendimento entre o governo do Estado e os manifestantes para por fim a ao movimento e a volta a normalidade.

Além de reajuste salarial, os familiares, dos Policiais Militares pedem o pagamento de auxílio alimentação, periculosidade, insalubridade e adicional noturno. Também é denunciado o sucateamento da frota e falta de perspectiva de carreira.

Quando começou

Desde a noite da última sexta-feira, 3, familiares e amigos de policiais militares estão realizando manifestações em ao menos 30 cidades do Espírito Santo, impedindo a saída das viaturas para as ruas e afetando a segurança desses municípios.

O protesto começou pelas cidades de Serra e Cachoeiro de Itapemirim e se espalhou para municípios de todas as regiões do Estado.

O governo acredita que, diante da impossibilidade de os policiais realizarem greve, eles tenham convocado os familiares para pedir por melhorias salariais.

Os familiares protestam no lugar dos PMs, porque eles são proibidos pelo Código Penal Militar de fazer greve ou paralisação. A pena para o PM que participar em atos desse tipo pode chegar a dois anos de prisão.

Nesta segunda-feira, o desembargador Robson Luiz Albanez declarou a paralisação ilegal e decidiu:

– Restauração imediata da segurança pública;

– Multa diária de R$ 100 mil contra a Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar do Espírito Santo (ACS-PMBM-ES), Associação dos Subtenentes e Sargentos da Polícia e Bombeiro Militar do Espírito Santo (ASSES), Associação dos Bombeiros Militares do Espírito Santo (ABMES), Associação dos Oficiais Militares do Espírito Santo (ASSOMES), Associação dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros Militar e Pensionistas de Militares (ASPOMIRES).

Fonte: Portal Alto Jequitibá


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