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Liberdade de Aécio será definida hoje pela primeira turma do STF

Em 20/06/2017 às 08h39


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Senador por Minas Gerais, ex-governador por dois mandatos, deputado federal e segundo colocado nas eleições presidenciais de 2014 com 51 milhões de votos. Aécio Neves da Cunha, neto de Tancredo Neves, filiado ao PSDB, estrela da política mineira, terá o destino decidido nesta terça-feira (20) por cinco ministros que compõem a 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Pode ter a prisão decretada ao fim do julgamento, o que enterraria a carreira política do senador, hoje afastado das funções, conforme ventila-se entre parlamentares.

A 1ª Turma manteve, por 3 votos a 2, a detenção da irmã de Aécio, Andrea Neves. Os mesmos ministros decidirão o futuro do senador. 

"Aguardamos com serenidade. Não faz sentido manter Aécio afastado. É uma condenação antecipada, antes de ser julgado. Então, não podemos esperar que o Supremo vá mandar prendê-lo", afirmou o deputado federal Domingos Sávio, que é presidente do PSDB mineiro e um dos interlocutores do senador.

A situação, conforme Sávio, é de perplexidade. Segundo ele, Aécio aguarda a definição com sobriedade. Mas está inconformado, especialmente com a prisão da irmã, conselheira política de longa data. 

"Estive com ele pessoalmente. O encontrei em uma situação de absoluta sobriedade. Ele está, como era de se esperar, muito chateado com tudo isso", afirmou. Segundo Sávio, manter Andrea presa é uma tortura para Aécio. "A impressão que dá é a de que é uma tentativa de acuá-lo, uma espécie de tortura. Esse tipo de tortura emocional é algo que deve ser melhor pensado", completou. Aécio foi flagrado por Joesley Batista pedindo R$ 2 milhões. O empresário também diz que o senador recebeu propina.

Na segunda-feira, o Conselho de Ética abriu prazo para decidir sobre mandato de Aécio. E a defesa da irmã dele pediu para ser julgada pela 1ª instância, além de reiterar o pedido de liberdade.


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